TIJP 53 - Front End 2.0, um pouco sobre UI/UX

publicado em 27 de junho de 2021
Atualizado em 27 de junho de 2021

Imagem de Martine Auvray por Pixabay .

Olá pessoal! Bom dia, boa tarde, boa noite!!

Infelizmente não pude estar presente nesta live, mas quero contribuir um pouco sobre este tema tão importante.

Nessa live o Clayton trouxe um assunto interessante, hoje em dia muitas pessoas utilizam constantemente smartphones, tablets ou computadores. Mesmo quando não estamos utilizando nenhum destes dispositivos que mencionei, em algum momento teremos que utilizar um sistema de algum serviço como, por exemplo, um caixa eletrônico.

Até ai tudo bem, isso é bem comum.

Mas imagine por um minuto.

Se de repente as telas gráficas sumissem e surgisse somente uma tela preta com um menu de linhas pedindo que você digite a opção desejada!

Sem ícone, botão, sem toque na tela! Imaginou?

Realmente ficaria difícil né! Hehehe.

Dentro desse pequeno exemplo podemos perceber a importância da UI (User Interface) e da UX (User Experience).

A intenção não é de aprofundar nesses temas, mas abordar de uma forma simples do que se trata cada área e sua importância.

UI (User Interface)

Primeiramente o Clayton falou sobre a Interface de Usuário (UI), basicamente é como o exemplo que citei acima. A Interface de Usuário em softwares nada mais é do que o design da tela em que o usuário poderá interagir com o sistema computacional.

As cores, imagens, disposições dos botões e seus tamanhos, as letras utilizadas entre outros.

Nesse contexto fica claro que o design da tela é o que faz a diferença. Uma interface agradável com cores e tipografia dentro do contexto do que o sistema ou site oferece nos deixa mais tranquilos para interagir com ele.

Isso parece simples, mas não é! É preciso um estudo sobre design, verificar se a interface contém o que é necessário para a utilização, se é intuitivo ou não.

Quando o usuário acessa pela primeira vez o sistema ou aplicativo, na interface deve ser fácil de perceber onde está o que ele precisa.

UX (User Experience)

A UI e a UX em alguns momentos podem causar alguma confusão a primeira vista, pois a tela pode ser muito bonita, mas quando o usuário utiliza a interface pode não ficar satisfeito com algumas coisas e, pode perder o interesse em usar o sistema ou aplicativo.

Pois bem, em relação a ter uma tela bonita e o usuário se interessar em utilizar o sistema, dai sim os conceitos de UX entram em ação.

De que adianta ter um bom visual, mas é difícil de usar! Por exemplo: os botões são pequenos para um smartphone, você toca em um link e aciona o outro link abaixo!

São pequenas coisas que nos deixam em alguns casos irritados, hehehe.

Devido a estas e outras situações, a UX procura atender as expectativas do usuário proporcionando uma experiência de utilização agradável.

O termo User Experience foi utilizado primeiramente por Don Norman1 na década de 1990 quando atuava como vice-diretor da empresa Apple.

Entretanto, as raízes do UX se originam da Ciência Cognitiva, que foram utilizadas na década de 1980 pelas áreas da Psicologia e Ergonomia, quando houve um aumento de pesquisadores interessados no desenvolvimento de sistemas fáceis de usar.

Para que o usuário tenha uma boa experiência ao interagir com um aplicativo ou sistema, o mesmo deve atender alguns requisitos. De acordo com UX, o sistema deve ser:

  • Útil (useful);
  • Utilizável (usable);
  • Desejável (desirable);
  • Encontrável (findable);
  • Credível (credible);
  • Valioso (valuable);

No Japão como o próprio Clayton disse na live, existem vários sites que possuem uma preocupação com UI/UX, mas uma grande quantidade dos sites não é, por exemplo, responsivo. Ele mesmo mostra alguns exemplos desta realidade aqui, vale a pena conferir.

Outro fator importante a se considerar é sobre a escrita japonesa, eles se preocupam muito com a disposição dos ideogramas, tomando o cuidado de sempre terminar a linha sem a quebra de palavras. Isso dificulta em algumas situações de criar um design mais agradável.

Apesar de que nós também nos preocupamos com a tipografia, mas para os japoneses, o ideograma kanji tem um significado que vai além de uma simples forma de escrita.

Um bom exemplo de uma boa interface no Japão é o sistema da JR (Japan Railway), é um grupo de empresas que opera a maior parte das linhas de trem no Japão, incluindo o Shinkansen, também conhecido como trem-bala.

Devido a grande quantidade de sites não responsivos e de usabilidade questionável, surgem muitas oportunidades para desenvolvedores com estas habilidades em UI/UX. Claro que entrar na área não é tão fácil, mas também não é impossível!

Mas como sempre falamos, é necessário saber o idioma japonês tanto na fala quanto na leitura/escrita.

Bom pessoal, fico por aqui e esperamos ter contribuído de alguma forma para sanar algumas dúvidas sobre o mercado de TI no Japão.

Até a próxima!

Créditos

Imagem de Martine Auvray por Pixabay.

Referências

1 - apple.fandom.com/wiki/Don_Norman

Maia, M.A.Q; Barbosa, R.R; Williams, P; 2019. Usabilidade e experiência do usuário de sistemas de informação: em busca de limites e relações. Ciência da informação em revista.V6,n.3: pág. 34-48. Acesse aqui.

Categorias
Tags
Por: Anderson Miyada

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© Brasileiros de TI no Japão All rights reserved