TIJP 51 - Front End, tela para o mundo da TI

publicado em 6 de junho de 2021
Atualizado em 6 de junho de 2021

Praticamente todos nós já passamos por Front End em algum momento, e caso ainda não, espere. Sendo muito utilizado na inicialização em TI, o Front end também é muito importante para o IoT.

Não sou uma pessoa muito nova, e se tratando de TI eu sou quase um dinossauro. E apesar de não ter tido contato com a WWW desde do início (velho mas não tanto assim), eu tive contato quando o Front end ainda era bem rudimentar.

Final dos anos 90

Quando ainda usávamos Netscape Navigator como browser e Altavista como site de procura, ou melhor páginas amarelas online, pois o Google ainda estava engatinhando, eu criei meu primeiro site!

Para hospedagem, utilizei um serviço que fez muito sucesso na época, o Geocities.

Existia milhares de páginas dos mais diversos assuntos, sei que passei horas e horas lendo sobre mitologia grega e lógico, como criar sites, desde a criação até a hospedagem. A hospedagem no Geocities era gratuito até 2Mb (se não me falha a memória), o que provavelmente incentivou várias pessoas, eu inclusive, a criarem sites.

Para criar o site usei o Adobe PageMill, que foi o primeiro editor HTML com interface amigável ou WYSIWYG.

O HTML naquele momento era limitado, e bem colocado pelo Anderson no video, não havia muito o que fazer além de selecionar cores e tamanhos, colocar vínculos e escolher o tamanho dos textos.

Apesar de ser mais simples, escrever em código puro pode ser intimidador, e ai que o PageMill brilhou! Era como usar o Word, com espaço para montar a página e ferramentas para ir ajustando o visual. Na medida que você aplicava, já era possível checar os resultados em tempo real e ir ajustando de acordo. E pra mim, isso foi um divisor de aguas.

CMS

Muita coisa mudou de lá pra cá. O Flash nasceu e morreu, o HTML está na versão 5, temos CSS, Javascript, e temos vários CMS como o Drupal, Dot.Net e o mais utilizado, o WordPress.

Apesar de muitas pessoas virarem os olhos quando ouvem falar do WordPress, e outras serem da opinião de que se deve aprender do código, usando o bloco de notas, eu acredito que iniciar no Front end em modo easy ou pelo WordPress é um bom ponto de partida, assim como o PageMill foi para mim.

Claro que é apenas um ponto de partida, porém é necessário aprender pelo menos HTML, CSS e Javascript caso queira ser um profissional de Front end de verdade. E em se tratando de WordPress, PHP também é necessário, pois quanto mais você vai dominando o WordPress, mais você percebe suas limitações e percebe que tem que fazer muita coisa na unha, caso queira algo bacana. E olha que estou apenas me referindo ao Front end aqui.

WordPress no Japão

Não é segredo que o Japão demora a aceitar "novas" idéias, mas como disse no video, o Japão parece estar abraçando o WordPress (pelo menos até algum japonês criar um CMS utilizável).

Sinceramente não sei por causa de geralmente custar mais barato ou menos tempo de desenvolvimento, mas certamente é positivo tanto para quem já é expert, ou mesmo iniciantes, que apesar de serem menos frequentes, há vagas.

Além de vagas de emprego, a modalidade que tem o maior número de oportunidades de WordPress (e Front end no geral), é a de freelancer. Pode ser um bom caminho o de freelancer já que pode filtrar o projeto em seu nível e ir montando o seu portifólio.

Conclusão

Independente de onde você inicie, CMS, Framework ou do zero! Assim como qualquer outra área do TI, o Front end é uma entidade viva, que não para de evoluir e requer muita dedicação. E diferente do Flash que já morreu, ele só irá morrer no dia em que não utilizarmos mais telas.

Categorias
Tags
Por: Clayton Yugue

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© Brasileiros de TI no Japão All rights reserved